CINTO D'AGUA é um roteiro de longa metragem que propõe a narrativa física como alternativa à palavra falada. Com música experimental, utiliza diálogos coreográficos semelhantes aos de Chaplin e Pina Bausch. Corpos que se movem no espaço contam uma história sobre apego e desapego, a poesia que emerge na vida cotidiana mundana e os desafios de uma mulher que se esforça para se apropriar de seu próprio espaço pessoal.

O filme aborda o caminho de individualização de Marieva para integrar a força feminina adormecida dentro, a anima, e para se comunicar artisticamente. Esta metáfora aborda a necessidade de expressão do sujeito na vida: o acesso à auto-autorização, ao direito de expressão; para a afirmação do desejo e a capacidade de metaforizar em torno dele. Lançando luz sobre o ponto de vista feminino de uma nova percepção do mundo. A nova mulher dona da projeção pública de sua singularidade, de sua jornada nessa vestimenta corpórea.

Katherina Tsirakis investiga, com simplicidade e graça, os anseios dos relacionamentos modernos e nosso próprio valor. Ao enfrentarmos um dos tempos mais desafiadores globalmente, o roteiro contempla além do superficial e pede às mulheres que se aprofundem em si mesmas e em seus relacionamentos para compreender e possuir suas narrativas. Através de uma linguagem surrealista o filme pretende apresentar este universo onde movimento e expressão se chocam e dão à luz a nossa protagonista, mostrando-a finalmente em plena floração. (EM PRODUÇÃO)

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